A história da tricologia clínica e os

Escrito por Instituto Bárbara Helen Revisão médica Dra. Bárbara Helen · CRM 160220/SP Publicado em

A história da tricologia clínica e os
grandes nomes que a construíram

Conheça a história da tricologia clínica, a medicina do cabelo e do couro cabeludo, e as
autoridades mundiais que guiam o cuidado no Instituto.

Agendar consulta médicaTricologia clínica: a história e os grandes nomes

Você já reparou que, durante muito tempo, cuidar do cabelo pareceu ser assunto de salão,
e não de médico? Por décadas, quem perdia fios ouvia conselhos soltos, comprava
fórmulas milagrosas e raramente recebia um diagnóstico sério. A boa notícia é que existe
uma área da medicina dedicada exatamente a isso, e ela tem história, método e nomes que
a colocaram de pé. Ela se chama tricologia clínica.

O que é tricologia clínica

Tricologia clínica: a história e os grandes nomes

Tricologia clínica é a parte da medicina, ligada à dermatologia, que estuda e trata as
doenças do cabelo e do couro cabeludo. “Tricologia” vem do grego trikhos, que quer dizer
pelo ou cabelo. Na prática, é a especialidade que investiga por que os fios caem, afinam ou
não nascem, e o que fazer a respeito, com base em ciência.

Durante muito tempo, a queda de cabelo foi tratada de forma superficial. O que transformou
esse cenário foi a chegada de duas coisas: um exame melhor e o hábito de exigir provas.

A tricoscopia enxergar a raiz do problema

O primeiro grande salto foi a tricoscopia, o exame que amplia o couro cabeludo para
mostrar, com nitidez, o que a olho nu não aparece: a espessura de cada fio, o formato da
abertura de onde ele nasce, a presença de inflamação ou de cicatriz. É como trocar uma
lupa comum por um microscópio dedicado ao couro cabeludo. No Instituto, esse exame é
feito com o HairMetrix, um equipamento que fotografa e mede os fios com precisão.

Por que isso importa tanto? Porque duas pessoas podem chegar com a mesma queixa (o
cabelo caindo) e ter causas completamente diferentes. A tricoscopia ajuda a distinguir uma
coisa da outra sem precisar de procedimentos invasivos, e permite acompanhar, mês a
mês, se o tratamento está mesmo funcionando.

Medicina baseada em evidência

O segundo salto foi cultural. A tricologia moderna se firmou quando passou a seguir a
chamada medicina baseada em evidência, ou seja, tratar apenas com o que foi testado e
comprovado em estudos sérios, e não com achismos. É essa combinação, um bom exame
mais boas provas, que tornou a tricologia uma área médica respeitada.

A figura central: Dra. Antonella Tosti

Se existe um nome que resume essa virada, é o da Dra. Antonella Tosti, médica italiana
considerada uma das maiores autoridades do mundo em doenças do cabelo. A história dela
se confunde com a da própria especialidade: em 1982, na Universidade de Bolonha, na
Itália, ela criou o que é reconhecido como o primeiro ambulatório dedicado só a cabelo do
mundo. Anos depois, levou seu trabalho para os Estados Unidos, onde é professora na
Universidade de Miami.

A contribuição dela para a tricoscopia é enorme. A Dra. Tosti assinou o primeiro atlas de
dermatoscopia do cabelo e do couro cabeludo já publicado, uma espécie de guia visual
que ensinou dermatologistas do mundo inteiro a “ler” o que aparece nesse exame. São
mais de 600 artigos científicos e dezenas de livros, além de ter presidido sociedades
internacionais da área. Em resumo: boa parte do que hoje se considera o jeito certo de
diagnosticar uma queda de cabelo passou pelas mãos dela.

É com orgulho que contamos: a Dra. Bárbara Helen fez seu fellowship (um período de
formação avançada) ao lado da Dra. Antonella Tosti, em Bolonha. Foi ali, na fonte, que ela
aprofundou o olhar clínico que hoje guia o cuidado no Instituto.

Outros grandes nomes

A Dra. Tosti não caminhou sozinha. A tricologia tem hoje um time de referências espalhadas
pelo mundo, e conhecer alguns deles ajuda a entender por que essa área ficou tão sólida.

Pioneiros e nomes históricos

• James B. Hamilton (EUA) — criou, em 1951, a primeira escala amplamente usada para
classificar a calvície masculina, base da que se usa até hoje.

• O’Tar Norwood (EUA) — em 1975, revisou e ampliou o trabalho de Hamilton, dando
origem à escala Hamilton-Norwood, padrão mundial para graduar a calvície masculina.

• Erich Ludwig (Alemanha) — em 1977, criou a escala que classifica a calvície feminina,
até hoje a mais usada em mulheres.

• David Whiting (EUA) — consolidou uma forma de analisar a biópsia do couro cabeludo
no microscópio que revolucionou o diagnóstico das quedas de cabelo.

• Vera H. Price (EUA) — professora da UCSF, autora de uma revisão clássica sobre
tratamento da queda e cofundadora de fundações de pesquisa em alopecia.

• Francisco Camacho Martínez (Espanha) — da Universidade de Sevilha, editor de um
dos tratados clássicos de tricologia e grande referência na dermatologia de língua
espanhola.

Referências contemporâneas

• Dr. Sergio Vañó-Galván (Espanha) — chefe da Unidade de Tricologia do Hospital Ramón
y Cajal, em Madri, e uma das maiores autoridades mundiais em alopecia frontal
fibrosante.

• Jerry Shapiro (Canadá/EUA) — professor na NYU, um dos maiores especialistas do
mundo em queda de cabelo.

• Rodney Sinclair (Austrália) — criador da escala de Sinclair e um dos nomes que
ajudaram a difundir o minoxidil oral em baixa dose.

• Ralph M. Trüeb (Suíça) — professor em Zurique, autor de vários livros de tricologia e ex-
presidente da European Hair Research Society.

• Wilma F. Bergfeld (EUA) — - da Cleveland Clinic, referência histórica em doenças do
cabelo e patologia do couro cabeludo.

• Elise A. Olsen (EUA) — fundadora do Centro de Doenças do Cabelo da Universidade
Duke.

• Ulrike Blume-Peytavi (Alemanha) — do hospital Charité, em Berlim, dirige um centro de
pesquisa em cabelo e pele.

• Bianca Maria Piraccini (Itália) — professora da Universidade de Bolonha, referência
europeia em tricologia.

• Lidia Rudnicka (Polônia) — da Universidade de Varsóvia, primeira presidente da
Sociedade Internacional de Tricoscopia e coautora do Atlas de Tricoscopia.

• Maria Miteva (EUA) — professora da Universidade de Miami, referência em patologia do
cabelo.

Vale dizer, com toda a honestidade, que esta é uma lista viva. Há muitos outros
pesquisadores e médicas e médicos importantes que ajudaram e seguem ajudando a
construir a tricologia, e novos nomes surgem a cada ano. Citamos aqui alguns dos mais
reconhecidos, mas o mapa completo é bem maior.

O que essa história tem a ver com você

Toda essa tradição científica não é enfeite: é exatamente o que separa um palpite de um
plano de tratamento. Quando você cuida do seu cabelo dentro dessa linhagem, ganha duas
coisas simples e valiosas: um diagnóstico médico como deve ser, feito com exame e
critério, e um tratamento escolhido porque funciona, não porque está na moda.

É esse o compromisso do Instituto Bárbara Helen. Entendemos muito de cabelo, mas
fazemos questão de explicar de um jeito que você entenda, sem palavras difíceis e sem
promessas exageradas. Se você anda preocupada ou preocupado com a queda, com o
afinamento dos fios ou com qualquer mudança no couro cabeludo, o melhor caminho é
começar por onde essa história ensina: uma consulta médica, com olhar atento e ciência
séria. Será um prazer receber você.

Fontes

  • Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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