Como medimos o avanço da calvície? As

Escrito por Instituto Bárbara Helen Revisão médica Dra. Bruna Cavalcanti · CRM 232158/SP Publicado em

Como medimos o avanço da calvície? As
escalas de Norwood e Ludwig

Entenda as escalas de Norwood (calvície masculina) e Ludwig (feminina): os graus, para que
servem e por que só a consulta médica define o tratamento.

Agendar consulta médicaNorwood: a escala dos 7 graus da calvície

Se você começou a reparar nas entradas ficando mais fundas ou no cabelo do topo mais
ralo, é bem provável que já tenha esbarrado em imagens com várias cabecinhas
numeradas, mostrando a calvície avançando passo a passo. Essa “régua” tem nome: escala
de Norwood (às vezes chamada de Norwood-Hamilton). Aqui a gente explica, de um jeito
simples, o que ela é, para que serve e — o mais importante — o que ela não consegue
dizer sozinha.

O que é a escala de Norwood

Norwood: a escala dos 7 graus da calvície

A escala de Norwood é uma forma de classificar a calvície masculina, aquela queda com
padrão que os médicos chamam de alopecia androgenética. Em palavras diretas: é uma
maneira de medir o quanto a calvície já avançou e por onde ela está caminhando.

Ela serve para três coisas muito práticas:

• Situar em que ponto o seu caso está hoje.

• Acompanhar a evolução ao longo do tempo, comparando como estava antes e como
está agora.

• Ajudar a planejar o tratamento e alinhar expectativas — médico e paciente falando a
mesma língua.

Pense nela como uma régua compartilhada. Em vez de dizer “está caindo bastante ali na
frente” , conseguimos apontar um grau específico e todo mundo entende do mesmo jeito.

Os principais graus, do início ao avançado

A calvície masculina costuma seguir dois caminhos: as entradas (o recuo do cabelo nos
cantos da testa) e a coroa (o topo da cabeça, aquela região que a gente às vezes só
descobre numa foto de cima). A escala vai do tipo l ao tipo VII, acompanhando esses dois
pontos.

• Tipo I — a linha do cabelo está praticamente igual à da juventude. Pouca ou nenhuma
mudança visível.

• Tipo II — começam a aparecer pequenas entradas nos cantos da testa, formando um
leve recuo em triângulo. É sutil.

• Tipo III — as entradas ficam mais fundas e evidentes. É a partir daqui que muita gente
percebe que “não é impressão”. Existe ainda o tipo III vértex, quando o principal sinal é o
cabelo começando a rarear no topo.

• Tipo IV — as entradas estão mais recuadas e a coroa também já apresenta falha. As
duas áreas ainda ficam separadas por uma faixa de cabelo no meio da cabeça.

• Tipo V — a falha da frente e a do topo aumentam, e a faixa de cabelo que as separava
vai ficando mais estreita e ralinha.

• Tipo VI — essa faixa central praticamente some. As áreas da frente e do topo se juntam
numa região grande sem cabelo.

• Tipo VII — o grau mais avançado: sobra apenas uma “ferradura” de cabelo nas laterais e
na nuca.

E o “tipo A”?

Existe também uma variação chamada tipo A (com graus como 2A, 3A, 4A e 5A). Nela, a
calvície avança de um jeito diferente: a linha da frente inteira vai recuando de uma vez, de
frente para trás, sem formar aquela clareira isolada na coroa. É como se a testa fosse
ficando cada vez mais alta, num movimento contínuo, em vez de terem duas falhas
separadas que depois se encontram.

A régua ajuda, mas não é o diagnóstico

Aqui está o ponto que gostaríamos que você levasse deste texto: a escala de Norwood é
uma ferramenta de comunicação e de planejamento — não um diagnóstico por si só.

Ela descreve o padrão que aparece por fora, mas não explica por que o cabelo está caindo,
nem em que velocidade, nem quais fios ainda têm força para responder ao tratamento.
Duas pessoas no mesmo “grau III” podem precisar de caminhos completamente diferentes.

Quem responde a essas perguntas é a consulta médica, com o exame do couro cabeludo
de perto. No Instituto, usamos o HairMetrix, uma tricoscopia digital — em outras palavras,
uma câmera que amplia e mede os fios, mostrando a espessura, a densidade e o
comportamento do cabelo em cada região. É esse olhar detalhado, e não só a foto de
longe, que define um plano de tratamento com o seu nome.

Por que descobrir cedo muda tudo

Quanto mais cedo o grau é identificado, mais opções existem. E vale reforçar: nem sempre
a resposta é cirurgia. Nos estágios iniciais, há caminhos clínicos que ajudam a segurar a
queda e a fortalecer o que você ainda tem. O transplante é uma possibilidade em alguns
casos, mas está longe de ser o único, e raramente é o primeiro.

Por isso o diagnóstico precoce faz tanta diferença: cabelo que ainda está no lugar é mais
fácil de preservar do que cabelo que já se foi. Se você está na dúvida entre “esperar para
ver” e “entender agora”, entender agora quase sempre abre mais portas.

A escala de Ludwig: como medimos a
calvície feminina

A escala de Norwood foi pensada para o padrão masculino. Nas mulheres, a queda
costuma se comportar de outro jeito: em vez de recuar pelas entradas e pela coroa, o
cabelo tende a rarear de forma mais espalhada no topo da cabeça — e, na maioria das
vezes, a linha da frente é preservada. Para medir esse padrão feminino, os médicos usam
outra régua, a escala de Ludwig.

O sinal que ela acompanha é o alargamento da repartição: quando você reparte o cabelo no
meio, a “risca” vai ficando cada vez mais larga e o couro cabeludo aparece mais. A escala
tem três graus:

• Grau I — afinamento discreto no topo. A repartição começa a alargar um pouco, mas
ainda é sutil e fácil de disfarçar.

• Grau II — a rarefação no topo fica mais evidente. A risca alarga de forma clara e o couro
cabeludo aparece bastante quando o cabelo é repartido.

• Grau III — o afinamento no topo é intenso, com o couro cabeludo bem visível em toda a
região. Mesmo assim, a linha da frente costuma se manter.

Assim como a de Norwood, a escala de Ludwig ajuda a situar e a acompanhar o caso ao
longo do tempo — mas quem define o tratamento é a consulta médica, com o exame do
couro cabeludo de perto.

O próximo passo é simples

Saber o seu grau na escala de Norwood é um ótimo começo, mas é só isso: um começo. O
que realmente vai orientar o seu tratamento é entender o que está acontecendo com os
seus fios, de perto e com medida.

Se você quer sair da dúvida e enxergar com clareza o seu caso, agende uma consulta
médica no Instituto Bárbara Helen. A gente entende muito de cabelo — e explica tudo do
jeito que você entende, sem pressa e sem termos complicados.

Fontes

  • Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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