A queda de cabelo na gravidez gera muita dúvida. Descobrir que está grávida muda muita coisa na rotina, inclusive os cuidados com o cabelo. Talvez você já use algum tratamento para queda e agora esteja na dúvida se pode continuar. Ou talvez tenha ouvido que o cabelo cai depois do parto e queira se preparar. Este texto foi escrito para te ajudar a entender, com calma e sem alarme, o que é seguro fazer e o que precisa esperar. A regra que atravessa tudo aqui é simples: na gravidez, nada de decidir sozinha.
Uma boa notícia primeiro: na gravidez, o cabelo costuma ficar mais cheio

Durante a gestação, os hormônios fazem os fios ficarem mais tempo na fase de crescimento. Na prática, isso significa que você perde menos cabelo do que o normal, e muitas mulheres reparam que a raiz fica mais volumosa, o cabelo mais brilhante e cheio. É comum, é esperado e é um efeito natural desse período.
Por isso, se a sua preocupação é a queda, na maioria das vezes ela não aparece durante a gravidez. Ela costuma vir depois.
A queda que aparece depois do parto
Semanas após o nascimento do bebê, geralmente entre o segundo e o quarto mês, muitas mulheres começam a ver o cabelo cair em quantidade que assusta: no travesseiro, no ralo do banho, na escova. Isso tem nome, chama-se eflúvio telógeno, que é quando muitos fios entram ao mesmo tempo na fase de queda.
O que acontece é o seguinte: aqueles fios que ficaram “segurados” pelos hormônios da gravidez voltam todos juntos ao ritmo normal de troca. Não é o seu cabelo adoecendo. É o corpo reencontrando o equilíbrio que tinha antes de engravidar.
A queda pós-parto costuma ser temporária. Na maioria das mulheres, ela chega ao pico e depois vai diminuindo ao longo dos meses seguintes, à medida que os hormônios se reorganizam.
Saber que isso é reversível não tira o susto de ver tanto cabelo caindo, sabemos disso. Mas ajuda a não tomar decisões precipitadas num momento em que você já tem tanta coisa nova para dar conta.
Queda de cabelo na gravidez: o que NÃO pode ser feito
Aqui precisamos ser rigorosos e honestos, porque a segurança do bebê vem primeiro.
Finasterida e dutasterida: proibidas
São remédios em comprimido usados em alguns casos de queda. Na gravidez, eles são contraindicados porque podem interferir na formação do bebê, principalmente na formação dos órgãos de bebês do sexo masculino. Isso não vale só para tomar: mulheres grávidas ou que possam engravidar não devem nem mesmo manusear esses comprimidos partidos ou triturados, porque o contato com a pele já é motivo de cuidado. Se você usa algum desses medicamentos, converse com sua médica antes mesmo de tentar engravidar.
Minoxidil: em geral suspenso
O minoxidil, seja o de passar no couro cabeludo, seja o comprimido em dose baixa, costuma ser evitado ou suspenso durante a gravidez e a amamentação. O motivo é que não existe segurança comprovada para esse período, e uma parte do produto pode ser absorvida pelo corpo. Na dúvida entre um benefício estético e um risco não esclarecido para o bebê, a escolha responsável é pausar. Essa é uma decisão que a sua médica vai conduzir com você, caso a caso.
O que costuma ser possível e priorizado
Pausar alguns tratamentos não significa ficar sem cuidado nenhum. Há muito a fazer, com segurança:
- Tratar o cabelo com gentileza. Lavar quando precisar, desembaraçar com calma, evitar tração forte de penteados muito presos, calor excessivo e química agressiva. Cuidado simples e diário faz diferença.
- Investigar e corrigir causas de base, junto com o obstetra. Às vezes a queda tem outras razões que se somam à gravidez, como falta de ferro (anemia) ou alterações na tireoide. Corrigir isso, quando existe, ajuda o cabelo e ajuda a sua saúde como um todo.
- Cuidar da alimentação. Uma alimentação equilibrada, orientada pelo pré-natal, sustenta o corpo inteiro, e o cabelo faz parte dele.
Repare num ponto importante: muitos tratamentos capilares não são cancelados para sempre. Eles são apenas pausados durante a gestação e a amamentação, e retomados depois, com segurança, na hora certa.
A regra de ouro: nada por conta própria
Se há uma coisa para levar deste texto, é esta: não se automedique. Nenhum comprimido, nenhum produto de passar, nenhuma vitamina “para cabelo” deve entrar na sua rotina de gravidez sem que duas pessoas estejam de acordo, a médica que cuida do seu cabelo e o seu obstetra. Essas decisões são tomadas em conjunto, olhando para você e para o bebê ao mesmo tempo.
E lembre-se do que já falamos: a queda depois do parto costuma ser tratável e reversível, melhorando com o tempo. Ter paciência nesse período faz parte do cuidado.
Quando é hora de uma consulta médica
Se você quiser entender o que está acontecendo com o seu cabelo antes, durante ou depois da gestação, esse é o momento de conversar com quem entende do assunto.
No Instituto Bárbara Helen, na Vila Olímpia, a queda de cabelo na gravidez e no pós-parto é olhada com o cuidado que esse momento merece, sempre em diálogo com o seu pré-natal, sem promessas e sem pressa. Se você quer segurança para decidir o que fazer e o que esperar, agende uma consulta médica com a gente. Estamos aqui para caminhar com você.
Fonte de referência médica: Sociedade Brasileira de Dermatologia.