Alopecia Frontal Fibrosante

Alopecia Frontal Fibrosante (AFF): quando a linha do cabelo recua

A alopecia frontal fibrosante (AFF) ocorre quando a linha do cabelo na testa vai recuando aos poucos, deixando a testa mais alta e a pele mais lisa e brilhante. É uma alopecia cicatricial — o folículo é substituído por cicatriz — por isso o diagnóstico precoce é o que mais importa: quanto antes se trata, mais fios se preserva.

O que é a AFF

A AFF é uma alopecia cicatricial: a inflamação destrói o folículo e deixa uma cicatriz no lugar. Por isso a perda naquela área é definitiva. Atinge principalmente a linha do cabelo na testa e, muitas vezes, as sobrancelhas.

Como reconhecer

Recuo da linha do cabelo na testa; testa “mais alta”; a pele da área fica lisa e brilhante, sem os fiozinhos; às vezes coceira, ardência ou sensibilidade no couro frontal; falhas ou perda das sobrancelhas e das costeletas.

Por que acontece

A causa ainda não é totalmente conhecida. Envolve fatores genéticos, hormonais e imunológicos. É mais comum em mulheres na pós-menopausa, mas pode ocorrer em outras fases da vida e também em homens.

Por que tratar cedo é decisivo

Por ser cicatricial, o fio da área já cicatrizada não volta. O tratamento serve para estabilizar e frear a progressão, preservando os fios que ainda existem. Quanto antes se trata, mais cabelo se preserva.

Como diagnosticamos

O diagnóstico é médico: consulta + tricoscopia digital HairMetrix. Em muitos casos, uma biópsia do couro cabeludo confirma o diagnóstico e mostra o quão ativa a doença está.

Tratamento

Montamos um plano individual para reduzir a inflamação e frear a progressão, com medicações tópicas, orais e injetáveis, e acompanhamento próximo com nova medição para acompanhar a resposta.

Perguntas frequentes

Não se fala em cura, e sim em controle: o objetivo é estabilizar e frear a progressão. Por isso o diagnóstico precoce é tão importante — quanto antes, mais fios se preserva.

Sim. É comum a perda ou o afinamento das sobrancelhas, às vezes até antes dos sinais no couro cabeludo.

É mais comum em mulheres na pós-menopausa, mas pode ocorrer em outras fases da vida e também em homens.

Nas áreas já cicatrizadas, não. Por isso o foco é frear a doença cedo e preservar os fios que ainda existem.

Só a consulta médica com tricoscopia (e às vezes biópsia) diferencia. Na AFF a pele costuma ficar lisa e brilhante e pode vir com coceira ou ardência — sinais que a calvície comum não tem.

Tempo é cabelo

Quanto antes você investiga, mais fácil recuperar

Procure o médico principalmente se a queda é intensa, dura mais de 3 meses, vem com perda de volume ou falhas (couro cabeludo mais aparente em algumas áreas), ou está associada a outros sintomas.

Comece pelo diagnóstico correto

Uma consulta médica define a causa da sua queda e o tratamento certo para o seu caso.